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Archive for the ‘Saudação’ Category

Inauguro esse espaço, sem saber ao certo o porquê. Todos os lugares que construo nesta rede mundial chamada internet, todos os sítios ditos virtuais que forjo acabam por ficar meio abandonados. Minha escrita não costuma ser voltada para o chamado ciberespaço.

Não obstante, insisto. E, em meu desejo de permanência, quase não me mudo. Exceto quando as contingências assim o exigem. Tanto que meu ‘blog’ anterior tem quase cinco anos de idade. E 25 ‘posts’. O resto, é gestado no silêncio, é escrito para outro suporte. Tenho essa mania antiquada de pensar o que escrevo para livros. Coisa de quem não é muito ecológico, de quem quer gastar papel e arrancar árvores do solo.

Tenho declarada obsessão pelo impresso. Aliás, tenho uma certa ideia fixa em relação à permanência. Sempre desconfio, inclusive, que meus textos, se não estão no papel, podem sumir. Não bastam todos os back-ups do mundo. Preciso usar a impressora, ver as letras contra o branco de uma folha. O preto no branco.

Assim, mesmo sem saber ao certo o porquê, mudo de endereço virtual. É verdade que a mudança em si se deve às limitações do ‘Blogger’ e às vantagens do ‘WordPress’. Mas por que insito? Por que permaneço no mundo virtual? Talvez porque eu acredite que a escrita se dá pelo desejo do encontro. Um encontro que pode ser facilitado pela proximidade semântica promovida pela internet. Mesmo contra o desconcerto e o excesso de informação. Ainda que eu me perca pelas infovias, sempre aposto todas as minhas fichas no encontro. Ou no desejo de.

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Férias — alforria. Cada segundo de ócio pede intensidade na ação. Os projetos que ficaram no sem-tempo podem agora, tímidos ainda, requerer seus direitos. A finalização deste site é um bom exemplo. Há tempos nascituro, hoje recém-nascido, inaugurado graças ao tempo livre.

Quantos livros para ler, textos para compor, filmes para assistir, etc. me espreitam! Hoje são os anos 70, com seus lisérgicos contornos, que me visitam. ‘Secos & Molhados’ e aquelas músicas impossíveis, aqueles sons sem limites, aquelas incertezas no timbre da voz fazem a festa de meus ouvidos enquanto trabalho — ou me divirto — em meu site.

Inauguro este Tablo[i]g no tempo certo. Nada como um tempo de tranqüilidade para resgatar a escrita há muito pressentida nos calores calados do corpo, nas mãos doentes por palavras. Ansiava por este tempo, após um intenso período de dedicação às tarefas e ocupações da academia. Não que o prazer esteja distante dos meus estudos — mal sei fazer algo sem prazer. No entanto, era hora da poesia perdida em tantas análises conjunturais, imiscuída e disfarçada no rigor das citações e dos pensamentos sobre o contemporâneo.

O contemporâneo do homem é sempre o desejo. O homem que não deseja vegeta. Se esconde seu desejo, não importa. Deseja no grito mudo das paredes frias e nuas, na desfaçatez de uma razão imaginada, desejada, construída nos intestinos das paixões mais viscerais.

Desejava eu inaugurar este meu espaço. Agora percebo: desejava que ele não mais fosse apenas meu…

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