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Archive for junho \26\UTC 2016

Do imoral

Defendo a imoralidade
dos passeios à beira-mar,
dos beijos apaixonados em praça pública,
dos ócios do orifício.

Ajunto-me ao que não presta,
ao que é inútil como um verso.
Faço proselitismo de gozos
e prego valores torpes como o riso
…………………………………………….a palavra
…………………………………………….o amor.

Desejo afeto gratuito,
despido da moral dos cínicos
…………………………..dos sádicos
e que desejo nenhum
seja violado.

Que não reine sobre o corpo
o vil metal.
E fogueiras não ameacem
a floração dos quereres,
pois indecente é subornar sorrisos.

Sustento o imoral,
porque a moral
………………………… e os bons costumes
exterminam a faculdade
do não saber
e se perguntar
sobre o porquê das coisas inexplicáveis.

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