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Archive for dezembro \27\UTC 2015

Um voo amplo tem início logo nas primeiras páginas. Casulo rompido, é hora de ganhar alturas e conhecer a vertigem do espanto. Violeta velha e outras flores (Editora Patuá, 2014), de Matheus Arcaro, lança logo o leitor, em seu primeiro conto, no olho do redemoinho, numa avalanche de sensações pequeninas – e incomensuráveis.

Esta narrativa me tocou como uma obra-prima a dizer do que o autor era capaz, acendendo em mim o desejo de seguir empós dessa prosa repleta de poesia.. Ali, a descrição inicial da estrada, numa viagem de carro em família, me remeteu inicialmente ao Caçador de vidro, conto de abertura de O volume do silêncio, de João Carrascoza. Mas as descobertas e epifanias na jornada do pequeno Lucas no decorrer da história me remeteram à poesia que encontrei nos olhos míopes de Miguilim. Este, porém, se revelou um Miguilim solitário, sem gozar de nenhuma cumplicidade com o irmão.

A intensidade da experiência de Lucas – e de sua comunhão com o mundo – provoca uma aterradora ternura. “Era como se sua alma se multiplicasse dentro do corpo.” Sim, é isso que nós, leitores, sentimos. Sentimos sua vertigem e seu alumbramento e sua dor, na descoberta da finitude – e também da solidão essencial. “E pela primeira vez Lucas chorou em silêncio.” Nós também choramos, mas sem a inocência da primeira vez.

Mas se Casulo rompido é o que primeiro me vem à cabeça, quando penso em Violeta velha – uma primeira impressão que ficou, de tão arrebatadora – o fato é que o livro vai muito além. São 22 contos que se dividem em seis conjuntos e exploram diversas formas de se narrar.

No primeiro conjunto, personagens simples são confrontados com a complexidade da vida: a criança de cinco anos se defronta com a imensidão do mundo, o indigente com os meandros da memória (no belíssimo O sonho), o mentalmente diverso com a rejeição e a própria fúria, o menino com um adeus, o garoto estranho e sua mãe aflita com a impossibilidade de se diagnosticar o extraordinário.

O segundo conjunto, composto por uma única história, descreve a experiência de ser atropelado pelo jorro incessante do quotidiano, cujas contingências desimportantes e cíclicas se sucedem feito enxurrada. Ou avalanche.

Um mergulho profundo no abismo de dentro de si me parece conectar as histórias do terceiro bloco. Desse mergulho, nem sempre é possível voltar (evoco aqui o pungente Ausência confirmada) ou encontrar o mundo da mesma forma (como em À beira do abismo, com seus ecos de surrealismo, absurdo ou realismo fantástico).

O quarto grupo de histórias funciona como um espécie de contraponto do segundo, com suas narrativas em que o estranhamento do quotidiano permite que se abram portas para fora da trivialidade de todo dia. As três histórias (Reencontro, Noite nua e Em nome do pai) são de uma beleza dorida e melancólica que me encheram de exclamações estupefatas. Talvez por ofertarem “Aos que transitam pela rua disseminando instintos e dissipando instantes, uma cara despida de esperança.” Ou talvez por mostrarem que mesmo a escuridão pode revelar e fortalecer outros sentidos do corpo. Seja como for, neste percurso a sensação que fica é o desejo de “acariciar cada vestígio do momento”.

As cinco histórias que compõem o quinto grupo exploram variações sobre o tema da degeneração, ou da destruição e da autodestruição. A iminência da morte, a violência, a velhice, o abandono, a doença, o vício, as sequelas do acaso que vitima o corpo e a morte são elementos presentes nessas narrativas. O horror instintivo de entregar-se “à sensação de não sentir” acompanha cada percurso aqui. Não sei se esses contos formam uma ode à vida, cantada às avessas, ou se apenas testemunham a inexorável finitude e a impermanência de todas as coisas.

Para além da morte, o conjunto derradeiro oferece ao leitor três histórias que abordam questões ligadas à construção da fé, à descrença, ao confronto entre ciência e religião e à experiência mística. Nesse conjunto primoroso, a diversidade de formas narrativas conduz o leitor, com ironia mordaz, pelas muitas moradas de um além que se espelha no mundo – ou que faz do mundo seu espelho (em Está tudo escrito), para depois assombrá-lo com o vislumbre de uma verossímil comprovação científica capaz de abalar os pilares da fé ocidental (Dois homens mortais).

Fechando este grupo – e toda o livro – Condenado à liberdade nos convida a voltar à própria obra, sugerindo a repetição cíclica de um eterno retorno. Por vezes, parece fletir-se e refletir sobre a própria linguagem: “Aqui consegui ouvir a vida gritando em meus pulsos, consegui apanhar a eternidade em cada átimo e soltá-la para que tudo não passe de possibilidades”. Penso que, nesse lugar, “o mundo é pequeno demais; eu só caibo nesta cela”, que pode ser a palavra, essa entidade que carrega em si o gérmen do incomunicável.

Violeta velha e outras histórias, de Matheus Arcaro (Editora Pautá, 2014)

Violeta velha e outras flores, de Matheus Arcaro (Editora Pautá, 2014)

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I – Armagedon

É todo dia que ocorre
a luta do fim dos tempos.
Quando bombas ceifam vidas
ou lamas tóxicas matam
as águas de vários rios.

Sim, o juízo final
também acontece agora.
Percebo que toda morte
inaugura em si o tempo
propício ao apocalipse.
.

II – Gênesis

No sem-fim desse universo
que talvez seja espelhado
ou até caleidoscópico,
um deus qualquer faz a luz
que sai dum buraco negro.

A cada vida que surge,
o princípio de algum verbo,
no próprio dia primeiro
de alguma criação qualquer,
abre um eterno retorno.

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Onde faltam palavras, resta a música do delírio. E os mil e um fragmentos de memória, tecidos numa imensa colcha dos afetos. Esse dia reverbera ainda. E continuará reverberando em mim…

Registro minha gratidão imensa a todos que trouxeram suas palavras e seu carinho, pelas várias estradas rasgadas nas infovias. A todos que me povoaram com sua presença. E que alucinarão minha escrita em seus olhos ledores. Gratidão a todos. Gratidão à vida por todos vocês estarem nela.

Algumas lembranças fotográficas desse dia 2 de dezembro de 2015, quando Trítonos – intervalos do delírio deixou de ser o meu livro e ganhou o mundo, graças à Editora Patuá.

Essa foto foi possível porque no dia 30 de novembro, o amigo Délcio Teobaldo me presenteou com um texto incrível (veja aqui) em que falava de sua amizade com meu pai, Guilherme Daniel Neto, e do lançamento de meu livro. Por fim, Délcio pedia que eu colocasse ao meu lado flores, pois ali meu pai estaria presente.

Esta foto foi possível porque no dia 30 de novembro, o amigo Délcio Teobaldo me presenteou com um texto tocante (veja aqui) em que falava de sua amizade com meu pai, Guilherme Daniel Neto, e do lançamento de meu livro. Por fim, Délcio pedia que eu colocasse ao meu lado flores, pois ali meu pai estaria presente.

Correndo para chegar no lançamento. "Corram, poetas, corram!"

Correndo para chegar ao lançamento. “Corram, poetas, corram!”

Lançamento do livro Trítonos - intervalos do delírio, publicado pela Editora Patuá.

Lançamento do livro Trítonos – intervalos do delírio, publicado pela Editora Patuá.

Lançamento do livro Trítonos - intervalos do delírio, publicado pela Editora Patuá.

Lançamento do livro Trítonos – intervalos do delírio, publicado pela Editora Patuá.

Lançamento do livro Trítonos - intervalos do delírio, publicado pela Editora Patuá.

Lançamento do livro Trítonos – intervalos do delírio, publicado pela Editora Patuá.

Lançamento do livro Trítonos - intervalos do delírio, publicado pela Editora Patuá.

♥ – Lançamento do livro Trítonos – intervalos do delírio, publicado pela Editora Patuá.

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♥ – Lançamento do livro Trítonos – intervalos do delírio, publicado pela Editora Patuá.

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Lançamento do livro Trítonos – intervalos do delírio, publicado pela Editora Patuá.

Registro do instante em que vi o livro pela primeira vez, com seu corpo feito de celulose e tinta, palavras e espaços vazios para o leitor.

Registro do instante em que vi o livro pela primeira vez, com seu corpo feito de celulose e tinta, palavras e espaços vazios para o leitor.

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Lançamento do livro Trítonos – intervalos do delírio, publicado pela Editora Patuá.

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Lançamento do livro Trítonos – intervalos do delírio, publicado pela Editora Patuá.

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Meu querido amigo e editor, Eduardo Lacerda.

Cavaleiro andante estrela marginal
Sobre o Rocinante escravo de metal
Um acorde rasga o céu
Raio negro a cavalgar o som
E cavalgar sozinho… e cavalgar

Viverá pra sempre em nosso coração
O moinho vento nova geração
Um menino vai crescer
Procurando em cada olhar o amor

(DOM QUIXOTE – César Camargo Mariano & Lula Barbosa)

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Meu querido amigo e editor, Eduardo Lacerda.

Tanta gente se esconde do sonho com o medo de sofrer
Tanta gente se esquece que é preciso viver
Combater moinhos, caminhar entre o medo e o prazer
Somos todos na vida, qualquer um de nós
Vilões e heróis, vilões e heróis

(DOM QUIXOTE – César Camargo Mariano & Lula Barbosa)

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Lançamento do livro Trítonos – intervalos do delírio, publicado pela Editora Patuá.

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No dia do lançamento de Trítonos – intervalos do delírio, a Janaina, o Gilberto, a Olivia e a Larissa, muito queridos, me ofereceram, além da preciosa presença deles, essas lindas hortências. Somente no dia seguinte descobri que junto às flores morava um pequenino ser, que me pareceu ter se interessado pelo meu livro… Premonição? Tomara!!!

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Texto de Délcio Teobaldo, publicado em 30 de novembro de 2015.

1. Um dia ele chegou lá em casa com o gravador já ligado e perguntas na ponta da língua. Queria uma entrevista para a rádio onde era “a voz” do horário de maior audiência. Alto, cabeludo, desleixado e desajeitado, dava a impressão (nunca fez questão que se desfizesse) que metia os pés pelas mãos e vice-versa.

2. Eu havia escrito uma peça de teatro e dirigia os primeiros ensaios, daí a justificativa da entrevista. Dei um passo atrás, mas diante da insistência dele, concordei com a entrevista. Quando ouviu minha voz mudou o objetivo do encontro: “Com esta voz, você ganha fácil, fácil, um horário na rádio”.

3. Daí se dispôs a me ensinar os truques da profissão. Através dele e de outros amigos pacientes e crédulos, conquistei um dos horários nobres (das 17 às 22hs) na Rádio Sociedade de Ponte Nova, MG. Quando decidi vir para o Rio de Janeiro, duas semanas depois ele desembarcou por aqui onde éramos um bando de mineiros aprontando anarquias numa pensão da Ladeira Felipe Neri, Praça Mauá.

4. Poeta, ativista, comunicador brilhante, Guilherme Daniel Neto fez nome no rádio carioca. Quando fui para o jornalismo impresso, nos distanciamos. Viveu em estado de poesia. Morreu no limite dos sonhos e dos desejos. Agora, recente, nos reaproximamos através dos seus dois filhos que descobri por aqui: os poetas Teofilo Tostes Daniel e Roberta Tostes Daniel

5. Leio eles sempre. Identifico aqui e ali a língua lâmina do pai: “A xamã vem em meu socorro com seu bailado, seus aromas e suas canções. Confundo-a com a serpente. Ou com a divindade mãe. Sua mão sobre a minha cabeça é a pata de um jaguar, em cuja pele se inscrevem segredos milenares. Leio o incomunicável dos tempos.“ Trecho de “Primeiro interlúdio” do livro “Trítonos – intervalos do delírio” (Editora Patuá)

6. Nesta quarta, dia 2, meus caros amigos paulistanos, Peter O. Sagae, Sergio Gagliardi-Gag, Antonio Carlos Nogueira, Dolores Prades, May Shuravel, Juliana Rego, Alessandro Buzo… Teofilo lança seu primeiro livro. Fica a vocês o compromisso compadrio de abraçá-lo na minha ausência. A você, poeta, ponha ao seu lado uma cadeira vazia. Sobre ela uma flor qualquer, natural ou de crepom, celofane. Seu pai vai estar aí. Orgulhoso, sim, contemplativo, nunca. Giramundo, inquieto, metendo os pés pelas mãos e vice-versa, sorriso feito o seu, do tamanho do mundo.

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