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Archive for agosto \30\UTC 2015

Azuis me absurdam.
Enchem os céus de minhas manhãs
de insuportável poesia.

Para desafogar o peso brando desse sentir,
faço-me infante.
Brinco de evocar o instante presente,
este que desentendo
e que, quando termino de pronunciar-lhe
o nome,

já é passado.

Marc Chagall - O Tempo é um Rio sem Margens

Marc Chagall – O Tempo é um Rio sem Margens

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(para Sândrio Cândido)

A voz do outro tomando
posse de minha poesia
me lembra que minha escrita
respira fora de mim.

Eu ouço nas entrelinhas
as pausas da alteridade
com distintas intenções
daquelas que eu possuía.

O olhar do outro me rasga,
extraindo um estrangeiro
dentro de minhas entranhas.

Ao me ouvir noutro andamento,
prefiro minhas palavras
quando se tornam estranhas.

quinzenario0028-leitor* Poema escrito após ouvir a leitura do meu poema “Sim, há poesia“, feita pelo amigo, poeta e leitor Sândrio Cândido.

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