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Archive for dezembro \21\UTC 2014

Este é o 36º texto publicado no blog este ano — o que faz dele um ano de ensaiar continuamente com palavras. Neste período, se concentra mais de um terço de tudo que já publiquei aqui desde 2004. Este espaço viveu saltos, sobressaltos e abandonos. Mudou de endereços e plataformas. Deixou-se e perdeu-se pelo caminho. Nas mudanças, foi desapossado de comentários, leitores. Ganhou novos, manteve outros. Está sendo…

O motivo do grande aumento de textos publicados esse ano tem uma explicação simples. Em 2014, propus-me a dar uma nova dinâmica de atualização ao blog. Passei a publicar textos com uma periodicidade determinada — primeiramente semanal, até que a realidade me convidou a repensar tal pretensão. Em março, uma mudança de planos me levou a uma proposta mais realistas e os textos passaram a ser quinzenais.

Consegui cumprir meu objetivo e essa proposta arbitrária mudou meu blog. Com uma demanda quinzenal por textos, passei a publicar com frequência os meus poemas — ao menos boa parte dos escritos recentemente. A poesia, que geralmente era guardada nas pastas dos meus computadores ou nas gavetas, em páginas soltas ou cadernos provisórios, passou a habitar o blog com frequência. Alguns poemas, inclusive, nasceram aqui — rascunhados, revisados e concluídos nesta plataforma. Nasceram e caíram na rede, num mesmo ato, num único vagido.

Umas tantas vezes, reinaugurei meu blog — e talvez o reinaugure a cada texto. Mas hoje, especialmente, o reinvento. Junto com o último texto de 2014, meu blog ganha um novo nome, mais conforme ao que ele é hoje. É? Não: está sendo.

Se antes era, ao mesmo tempo, meu “caderno de notas públicas” e um “weblog” feito à semelhança de um “tabloide íntimo”, agora faço dele um Ensaio Aberto de escrita. Ainda um caderno de notas públicas. E, além disso, um lugar de ensaiar com palavras. Nele está a parte mais visível do que escrevo — há ainda outras camadas de escrita por baixo dessa: umas impublicáveis, outras que desejam ser livros, algumas ainda resultantes do meu ofício, além de esboços de ideias que talvez nunca venham a ser.

As portas estão sempre abertas ao leitor, inda que as linhas aqui publicadas sejam um tanto vacilantes…

quinzenario0016

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Primavera dos seres

O fato é que muitas vezes
existir é um delírio,
noutras tantas um martírio
determinado por deuses.

Para fugir desta lida,
nós somos o que queremos,
nós somos o que fazemos
das horas de nossa vida.

Condenados à existência,
engendramos resistência
nos gozos e nos prazeres.

Desejamos ser loucura:
luzes de uma noite escura
e a primavera dos seres.

Foto: Fabiana Turci | Laboratório dos Sentidos

Foto: Fabiana Turci | Laboratório dos Sentidos

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