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Archive for 26 de outubro de 2014

Recorro ao silêncio
sempre que busco a palavra
exata que fale do que sinto.
Nele
cabem todas
as possibilidades do sentir,
as perplexidades da existência,
as plenitudes do prazer,
os pesares do quotidiano.

As palavras brotam
depois que a líquida sensação
evapora e, cíclica,
se precipita no meu
solo.
Assim se renova
o húmus daquilo
que me concede
estar sendo Eu.

Minha tristeza
tem um filtro de nostalgia
colorindo suas paragens.
Minha alegria
tem um tom de inteireza
temperando sua afinação.

Assim eu sinto
o sabor das coisas longínquas,
o amargor dos finais
e o olor das manhãs
me fazendo outro

e o mesmo de mim.

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