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Archive for agosto \16\UTC 2013

I – Partida

Vendo a vida das coisas embalada
em todas essas caixas, eu desejo
seu eterno retorno, sem perder
de vista o meus motivos de mudança.

Deixo felicidade povoando
paredes, pra ocupar espaços outros,
com nosso amor manchando o inabitado
branco da nova casa de corpóreo.

Sim, manchamos de corpo nossa casa.
E também seus espaços nos habitam
na diluída forma de memória.

Eu sei de cada rua em que morei
o nome, sem saber, no entanto, mais
o que hoje é cada rua em que morei…

_
II – Chegada

Suspenso o quotidiano:
não há café, nem talheres,
nem pratos, copos e ordens.
Improviso e caos se fundem.

Parece-me encaixotada
a própria vida. Vislumbro
a entrevisão de um lar
que virá após trabalhos

hercúleos. Como a promessa
de um paraíso perdido.
Mas no caos habitam sonhos…

Cada coisa em seu lugar
anverso. O amor, porém,
salvo na caixa do peito.

mudanca1

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