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Archive for 22 de maio de 2010

Meus pulmões sorvem ar cotidiano,
mas algo já parece diferente.
Sequer sei precisar: por mais que tente,
eu não explico o instante soberano.

O que, intocável, faz que brilhem sóis
sem ter havido nada de sublime?
O que, sem nome ou fato, é que se exprime
na exatidão em que se faz a voz?

Não sei supor com que eu me assereno.
Será que é parte em mim que ao fim ecoa
ou é, talvez, a imperfeição de um tom?

Se ar cotidiano faz-me pleno
e enfim me iguala a tudo quanto soa,
passo a existir exato como som.

Poema escrito para a Oficina Escrevivendo: Poesia, ministrada por Fabiana Turci na Casa das Rosas.

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