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Archive for maio \06\UTC 2007

Casa das Rosas

As paredes estão repletas, cheias
de palavras silentes e insuspeitas.
Esta poesia deve-lhes as meias
por extrair-lhes formas escorreitas.

Plurais estilos ornam meu poema,
desde aquele que me foge da memória
ao que sequer me serve como lema,
mas que escreve também a minha história.

Não suspeito se eu sinto ou se é miragem
o sabor que me sabe na linguagem
e me traceja assim: um ser que goza.

Mas eu sei que esta terra é bem fecunda…
Perdi-me no jardim que me circunda
e colhi desta casa a minha rosa.

– Virada Cultural 2007

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