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Archive for 17 de outubro de 2005

Mercado de verdades

Sussurram e gritam tantas verdades, que este mundo parece incréu. À rua, pululam certezas, salvações e anátemas. E a mesma questão que me coloco, permanece silente, pendurada no pêndulo das antinomias: Há universal?

O que se pode afirmar com alguma certeza neste mundo, senão que a nossa passagem por aqui é célere? Que haja uma ética universal, que haja valores ou vetores universais, que haja beleza ou padrões estéticos capazes de julgá-la, de nada disso sei. Às vezes, creio que sim. Mas, noutras horas, tenho a impressão de que em cada cabeça assiste uma sentença, ao menos uma!

Assim, experimento o que é ser no mundo. Ser no mundo é finitude, é a experiência da radical finitude. A finitude que é certeza da própria morte e a finitude que é o peso da própria ignorância acerca do sentido das coisas talvez sejam os primeiros (ou únicos) universais que se podem admitir.

Tudo o mais quiçá não passem de mercadorias expostas ao gosto do freguês no mercado de verdades e de respostas que tornam mais suave o mundo.

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